Meu coração tem asas
que não podem voar.
meu coração é casa
que não se pode habitar.
Meu coração tem batidas
que não posso ouvir.
meu coração tem feridas
que não consigo sentir.
Meu coração é uma flor
que não se deve cheirar.
meu coração tem grande amor
mas não se permite amar.
Meu coração tem veneno
que mata a sede dos desavisados.
meu coração é pequeno
com um universo num canto guardado.
Meu coração é um músculo
frio e duro como aço.
em meu coração um crepúsculo
com dois sois e cores em pedaços
Meu coração é alma nua
em dias de apocalipse.
meu coração e como a lua
à espera de um sol em eclipse.
Meu coração, enfim, é infante,
é velho, é vagabundo,
é um furacão errante
a vagar por todo o mundo.
é muito, é tudo, é nada,
é uma vida repassada num segundo.
é a busca de uma imagem rebuscada,
é a alegria exaltada
de um amor que dói lá no fundo.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Humano
Postado por Maranhão Moreira às 11:02
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1 comentários:
Nossa,caramba que poema lindo,eu acho que esse eu ja conhecia,mais num tive tempo como agora de lê com calma...perfeito!!!
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